21/03/08

Dicas de SEO por Matt Cutts

Profissionais de marketing para buscadores costumam acompanhar especialistas como Matt Cutts, sempre cheios de dicas sobre SEO. Mas convém testar sempre antes de mudar procedimentos.

Talvez não seja do conhecimento de todos, mas uma das figuras mais conhecidas no ramo de de SEO é o Matt Cutts. Na verdade ele não trabalha com SEO - é o responsável pelo time de Webspam do Google.

Em resumo, ele cuida da qualidade dos resultados das buscas. Cutts começou no Google para evitar pornografia nos resultados e ficou conhecido como “porn cookie guy” porque oferecia um biscoito caseiro da sua esposa para quem encontrasse um resultado pornográfico quando o recurso SafeSearch estivesse ativado.

Ele ganhou fama principalmente por conta de seu blog, onde publica exemplos de black hat SEO, uso de subdomínios, dicas de uso de alt tags e outras coisas. Só que muito antes de ter o blog, já escrevia em diversos fóruns online e comentários de blogs, usando o apelido de GoogleGuy secretamente. Durante uma conferência ele admitiu ser o GoogleGuy.

Como ele é do Google e tem acesso a muitas informações internas, consegue dar orientações muito boas que esclarecem bem algumas idéias. Mesmo assim, recomendo ouvir com senso crítico o que ele diz. Vamos a alguns exemplos.

No WordCamp, o Matt deu uma série de dicas SEO para blogs, entre elas uma onde mencionava que o underscore serviria também como separador de palavras na URL. Muita gente entendeu assim, mas depois ele afirmou em seu blog que o underscore ainda estava caminhando para isto.

Outro ponto foi em relação ao alerta sobre a redução do impacto no Google Bomb. Na época eu testei e realmente parou de funcionar. Meses depois, ao executar testes, percebi que a volta da força do Google Bomb, mas ele não mencionou isto em seu blog e deixou muita gente achando que não funcionava mais.

Outro exemplo foi informar que a técnica de ter mais de dois resultados na SERP com subdomínios estava extinta. Bem, posso dizer que ela nem chegou a realmente perder força.

Continuo recomentando o blog dele. Claro que ele faz tudo com a melhor das intenções, mal entendidos ocorrem e todo mundo pode cometer erros. Por isso, cuidado ao ler algo sobre SEO, pois tudo deve ser testado para confirmar a eficácia. Na dúvida, tem sempre gente como eu e o GrayWolf para questionar as coisas.

Por Paulo Rodrigo Teixeira [Webinsider]

SEO: Qual a melhor palavras-chave a ser usada?

SEO: o usuário pode surpreender ao buscar palavras-chave um pouco diferentes das que você imagina para descrever o conteúdo que seu site oferece. Sutilezas entre sinônimos e plurais podem representar milhares de pageviews.

O sucesso de uma otimização passa pelas ferramentas e pelas práticas utilizadas pelo profissional SEO, aquele que sabe onde e como agir de modo o obter os melhores resultados nas buscas por palavra-chave.

Mas você já parou para pensar na possibilidade dos sites utilizarem as palavras erradas?

Imagine o cliente que paga para aparecer em primeiro nas buscas e depois de todo trabalho descobre que aquela palavra-chave para a qual o site foi otimizado não é a ideal, pois a grande maioria dos usuários prefere um sinônimo…

Tendo este problema em vista, recomendo o sistema Google Keyword Popularity a todos que adotam técnicas de Search Engine Optimization

Fazendo um simples teste, vamos comparar três possíveis palavras para designar artigos que ensinam passo-a-passo as pessoas a obter certos resultados. No nosso caso escolhemos tutoriais, tutorial e apostilas.

popularidade_keywords.jpg

Das três palavras cabíveis para designar um tipo de conteúdo, a mais utilizada de longe é tutorial, com mais de 168 milhões de resultados. Tutoriais vem bem depois e apostilas mais atrás ainda.

Com base nestes dados, podemos montar uma estratégia e criar conteúdos que utilizem as palavras mais populares, nas opções que o usuário prefere. Ao escolher a palavra mais usada e usá-la em títulos descritivos, vamos obter muito mais pageviews, certo?

Vale a pena pesquisar, pois os resultados compensam.

Por Igor Escobar [Webinsider]

A hierarquia das necessidades no design

Primeiro vêm as necessidades básicas de funcionalidade e confiabilidade.

Para o design ter sucesso, ele deve primeiro atender as necessidades básicas das pessoas - antes de tentar satisfazer necessidades de níveis mais altos.

E quais seriam estas necessidades? Para chegar aos cinco elementos chave na hierarquia das necessidades no design, vamos seguir o padrão de Maslow:

piramide das necessidades do design

Necessidades humanas segundo Maslow

1. Fisiológicas
2. Segurança
3. Relacionamento
4. Estima/Status
5. Realização pessoal



Necessidades do Design

1. Funcionalidade
2. Confiabilidade
3. Usabilidade
4. Proficiência
5. Criatividade

Funcionalidade

Fisiologia: significa atender os requisitos mais básicos do design. Exemplo: um aparelho de DVD deve, pelo menos, ser capaz de gravar e reproduzir vídeos.

Valor agregado pelo design é muito baixo.

Estabilidade

Segurança: significa estabelecer uma performance estável e consistente. Exemplo: um aparelho de DVD deve reproduzir vídeos com qualidade e o mecanismo (software/hardware) não deve apresentar defeitos.

Valor agregado pelo design é baixo.

Usabilidade


Relacionamento: significa disponibilizar uma interface simples, fácil de ser usada e que perdoe erros do usuário. Exemplo: programar um aparelho de DVD para começar a gravar um filme a uma determinada hora deve ser fácil e o sistema deve ser tolerante em relação a erros cometidos pelo usuário.

Valor agregado pelo design é moderado.

Proficiência

Estima: significa disponibilizar recursos para melhorar o modo como os usuários fazem as coisas. Exemplo: um aparelho de DVD que consiga pesquisar e gravar programas baseado em palavras chave escolhidas pelo usuário.

Valor agregado pelo design é alto.

Criatividade


Realização pessoal: é o nível na hierarquia onde todas as necessidades foram atendidas e onde as pessoas começam a interagir com o design de formas inovadoras. O design passa a ser usado para criar e explorar áreas que estendam a experiência do usuário.

Valor agregado pelo design é muito alto.

De acordo com a teoria de Maslow, as necessidades fisiológicas, as necessidades de segurança e algumas das necessidades sociais (funcionalidade, confiabilidade e usabilidade se aplicado ao design) são fatores de desmotivação. A teoria diz que a satisfação destas necessidades é básica; já a ausência da satisfação destas necessidades não motiva ninguém, pelo contrário, desmotiva.


Já as necessidades sociais, as necessidades de “status” e de estima e as necessidades de auto-realização são fortes fatores motivacionais. Ou seja, se não forem atendidas, as pessoas procuram fazer com que sejam satisfeitas; as pessoas são motivadas a alcançar a satisfação destas necessidades.

Quando se fala em design agregando valor a algum produto, serviço ou interface é preciso ter a clareza que ele terá o efeito desejado quando passar a atender os níveis mais altos da pirâmide (proficiência e criatividade).

Mas até chegar a estes níveis, os primeiros devem necessariamente ser atendidos.

Por Marcos Nähr [Webinsider]

Pequena empresa para começar a trabalhar

Vantagens e desvantagens em se trabalhar em pequenas empresas. Não subestime sua importância.

Creio que todos os profissionais novatos e veteranos queiram trabalhar numa grande empresa por vários motivos, desde orgulho por fazer parte de uma grande instituição até os salários e benefícios melhores.

A questão é que pouca gente percebe a importância de trabalhar numa pequena empresa. Algumas das vantagens, principalmente para novatos no mercado, é ter contato com várias áreas, quase sempre o processo depende da sua ação em vários, senão em todas, as etapas do trabalho.

Isso ajuda a criar maior desenvoltura para lidar com problemas, com clientes, com outros profissionais, te ensina a escutar, servir e aprimora a capacidade de trabalhar em equipe. Ou seja, uma pequena empresa dinâmica te ajuda a desenvolver quase todos os atributos que precisa para ser um líder dentro de uma grande empresa.

Outra vantagem é que geralmente você esta bem perto dos donos e querendo ou não fica bem perto (e responsável) pelas receitas e gastos da empresa, há um maior entendimento da relação de serviço e remuneração. Não como em várias grandes empresas onde tendo ou não trabalho você recebe seu salário de forma mágica todo mês.

Pequenas empresas também costumam te dar liberdade para implantar novas tecnologias, elaborar processos e até dar sugestões na direção. Você pode trabalhar em várias funções e se aprimorar em várias áreas.

Mas claro, nem tudo é um mar de rosas, geralmente empresas pequenas pagam menos, geram mais stress por causa da carga de responsabilidades e nem sempre são organizadas. É uma fase dura, muito trabalho e pouco dinheiro, mas costumo dizer que não se ganha unidades monetárias, mas créditos para o futuro, é um bom investimento para quem não tem medo de trabalho e precisa começar por algum lugar.

Não se sinta prejudicado por estar numa empresa pequena ganhando menos, com certeza sua grande chance chegará e você estará bem preparado.

Por: Pierre Sandora de Almeida

Ser designer gráfico ou ganhar a vida de outro jeito?

O mercado hoje está longe de ser o paraíso, pois nem sempre paga bem e o cliente ainda precisa ampliar sua percepção sobre o valor do design para os negócios. Vale o desejo ou é melhor ser pragmático?

Posso falar da minha área de formação com convicção: desde sempre não é nada fácil ser designer no nosso país. Porém, sempre ouço falar de tantas outras áreas profissionais distantes que fiz um balanço para começar mais um ano.

As queixas mais comuns dos designers são muito conhecidas e semelhantes. O mercado não é educado com os profissionais. Nós ainda herdamos a árdua tarefa de fazer o mundo pós-revolução industrial compreender para que serve um designer gráfico. Especialmente aqui, na nossa Terra Brasilis em eterno desenvolvimento.

Que seja. Isso é um capítulo à parte. A questão agora é: por que ser um designer e não ganhar a vida de outro jeito? E garanto, há mil maneiras de ganhar a vida mais rápido do que sendo um designer. Isso vale para quem está escolhendo o curso da faculdade, ou para quem está se questionando diante das agruras do dia-a-dia. E a resposta se resume em duas palavrinhas: paixão e talento.

Há alguns anos, os formados em engenharia civil, por exemplo, saíam das faculdades direto para bancos. E não era para construir os edifícios, mas para lidar com a rotina financeira mesmo. Isso aconteceu num momento que o mercado estava desabando de tantos engenheiros. Como conseqüência imediata, a nova geração de aspirantes à esta profissão mudou de rumo diante da escassez de emprego. Agora, tempos depois, a engenharia está superaquecida, e onde estão os engenheiros? Para quem optou pelo que realmente gostava, há excelentes oportunidades hoje em dia.

São ciclos. Um dia é do engenheiro, outra quem sabe do designer. Este é o momento do jornalista. O curso foi o mais procurado na Fuvest. Faço o que eu gosto ou faço o que dá dinheiro? O famoso dilema me parece bem claro diante deste cenário.

Para aqueles momentos inundados de dúvidas, alguns caminhos para quem realmente gosta e acredita no designer gráfico.

- Para quem escolheu ser um designer, pesquise as possibilidades de trabalho no mercado antes de mergulhar. Importante, informe-se quanto recebe em média um designer nos diversos setores. Isso pode ajudar a saber quanto se gosta de uma profissão. Além disso, passar uma temporada dentro de uma agência de design antes de cursar uma faculdade facilita a decisão. O dia-a-dia dos projetos é muito menos criação, e muito mais exaustão.

- Espiar os mercados vizinhos (moda, produto, fotografia, decoração, publicidade, etc). Como são e como trabalham estes profissionais? Há sempre o que aprender, ou até migrar para uma das profissões afins.

- Investigar os mercados distantes. Quem trabalha em outra área pode sempre contar uma maneira diferente de encarar situações similares: projetos, clientes e administração, por exemplo.

- Para quem está atuando, analise o porquê dos erros de tempos em tempos. Coloque no papel. Crescemos demais com as nossas falhas, desde que percebamos que elas aconteceram.

- Experimente de vez em quando ver o projeto pelo lado de lá. Olhos de cliente. Projeto personalizado tem que atender o objetivo do cliente. Não adianta só ser lindo de morrer. Artistas plásicos ficam em outro departamento.

- Relembre, ou estude, semiótica, arquitetura da informação, comportamento do consumidor, gestalt, marketing. Tudo que agregue mais valor ao projeto gráfico é bem vindo. Você vai se dar conta, e saber justificar, que o amarelo está ali com o vermelho não só porque são cores legais.

Um dia a procura por designers gráficos pode ser grande e portanto, muito valorizada. Quem ficar, vai ter lugar garantido. Enquanto não for, nos divertimos com o prazer de trabalhar todos os dias com o que gostamos de fazer.

Por Caroline Fülep [Webinsider]

Design ou código, o que vem antes?

Os defensores de fazer o design primeiro têm algumas boas razões para isso. A programação é a fase mais pesada da construção de um aplicativo web. Isso quer dizer que é também a mais cara e onde a mudança é mais custosa.

A fase de design, ao contrário, é relativamente menos custosa, e esse é o motivo pelo qual algumas pessoas defendem que o melhor é projetar todas as telas antes de partir para o código. Nesse caso, só se codifica o que não vai mais mudar.

Mas quem defende que a programação deve preceder o design também tem ótimos argumentos. Quem desenha as páginas antes corre o risco de acabar com lindas telas que nunca serão codificadas. Isso acontece porque o Photoshop aceita qualquer solução, mas você nunca tem certeza do que vai realmente conseguir desenvolver. A natureza da atividade de design tende a ignorar limitações técnicas e de prazo.

Você deve estar pensando, assim como na anedota do ovo e da galinha, que nosso caso não tem solução. Mas tem. É simples: faça tudo ao mesmo tempo. Ponha o designer sentado ao lado do programador e chame-os de ‘time’. Estabeleça uma tarefa para os dois. Não uma grande tarefa, como ‘redesenhar o site todo’ ou ‘criar uma área nova’. Peça uma pequena unidade de tarefa como ‘deixar o usuário fazer upload de uma foto’ ou ‘permitir que o editor publique uma notícia’.

Você vai perceber que a colaboração entre designer e programador vai reduzir a frustração de ambos por perceber que algo não cabe no prazo. Também vai sentir que o re-trabalho vai diminuir, pois estamos falando de uma pequena tarefa sendo realizada por duas pessoas com formações complementares se comunicando. É muito rico.

O efeito telefone-sem-fio já me deixou perplexo em vários projetos que pareciam organizados. O briefing da equipe de produto chega até o arquiteto da informação, que faz um mapa de arquitetura e manda para o designer de interface, que desenha o wireframe e manda para o designer gráfico, que envia uma tela de Photoshop para implementação do html, que finalmente chega até os programadores.

É enorme a chance de informações acabarem perdidas ou distorcidas durante esse processo e é certo que se perde um tempo excessivo documentando o que ainda não precisa ser documentado. Isso é o que acontece quando os membros de um time de desenvolvimento estão distantes, isolados em suas equipes técnicas.

Trabalhar em times multidisciplinares é um dos fundamentos das ‘agile methodologies’. Elas também indicam que diminuir a documentação para o mínimo necessário melhora a velocidade do projeto.

Em vez de criar documentos para que o projeto circule entre áreas da empresa, é melhor juntar essas pessoas e deixar que elas se comuniquem. Vai deixar os designers felizes com suas criações funcionando 100% num curto espaço de tempo.

Vai melhorar o astral dos desenvolvedores, que poderão participar das soluções em vez de receber um pacote pré-determinado. E vai economizar preciosas horas de trabalho no seu balanço mensal.

Por Marcelo Gluz [Webinsider]

Antes de contratar um web designer

Um web site bem planejado é o primeiro passo para uma campanha de marketing bem feita. Hoje em dia qualquer adolescente é capaz de criar e colocar no ar um web site, porém é preciso muito mais do que isso para que seu web site tenha alguma validade. Vários fatores devem ser analisados para que o seu site seja mais do que um exercício de futilidade.

Antes de procurar um web designer tenha em mente o porquê de você querer montar o seu web site. O seu site pode ser promocional, comercial, de utilidades, de informações ou uma combinação de um pouco de cada. Se você não souber o porquê de querer um site, nem o melhor dos web designers poderá ser de muita ajuda.


Após você decidir o porquê do seu site, seria bom que você soubesse que estilo de site que quer. O layout do web site é um dos fatores mais importantes em web design.

Os web sites de hoje tem que ter praticidade e fácil navegação. A menos que você seja um artista excêntrico e sua idéia seja realmente confundir os usuários, então neste caso divirta-se, porém deixe claro para o navegador de que sua intenção foi de confundi-lo e que todo o web site foi desenhado como um labirinto.

Outro fator importante em um web site são as cores usadas. Uma boa combinação de cores é um fator imperativo para um bom site: não adianta você ter um layout maravilhoso e escolher cores que não tem nada haver com a sua proposta. Imagine um web site de um hospital todo desenhado em preto e amarelo! As cores que você vai usar para construir o seu site vão dizer muito ao navegador sobre o produto que ele vai ver.

Mais um fator importante antes de ir procurar o seu web designer é ter em mente pelo menos o conteúdo inicial do site, o que você quer colocar no espaço da página inicial e o estilo de imagens que você quer usar. Não que isso não possa ser discutido com o seu web designer, porém esse fator vai ajudar muito para que ele saiba como planejar o seu web site de uma maneira que seja mais adequada a você.

Não se esqueça de que tudo relacionado com o seu site vai ser o seu cartão de visita na internet. A qualidade ou a falta de qualidade desse instrumento vai ser a imagem que você estará passando sobre a sua pessoa ou negócio.

E nesse ponto é sempre bom validar o que sua mãe dizia: “A primeira impressão é a que fica”. E no caso da internet, você terá menos de 5 segundos para causar essa impressão.


Por: Adriana Zimbarg.